sábado, 12 de dezembro de 2009

O preço que se paga

No decorrer da vida você vai percebendo que tudo tem uma razão de ser e que nada é por acaso.

Situações que se apresentam diante de você, você estar com você, pessoas que estão realmente ao seu lado, pessoas que você pensava confiar e de repente descobre que estas usavam máscaras. Talvez não máscaras que fossem para prejudicar você diretamente, mas sim, por não conseguirem ser elas mesmas. Sim, é triste sim quem age assim, vive distante de si mesmo todo o tempo e mal se dá conta disso, e afasta as pessoas ao redor depois da ‘surpresa’!
A vida é um constante aprendizado sim, onde depende de você como viver, como sentir, como agir e reagir.

Por mais que outros falem a você, por mais que digam faça isso ou faça aquilo, a grande verdade é que a decisão é sempre sua e que na verdade, de algum modo, você está sozinho no mundo sim.

Por outro lado, só se sente sozinho quem não procura elevar-se espiritualmente, quem vive dos apegos da vida, aquele que acredita que a sua felicidade depende do outro, aquele que cultiva dentro de si que a vida é sem sentido, que a vida é um enigma, quando na verdade ela é de imenso valor, quando você percebe que não está sozinho, quando você permite a aproximação do Ser Superior e interage junto com Ele!

O Maior valor que a vida pode ter é de fato melhorar-se a cada dia, e assim melhorar tudo ao seu redor, e o maior presente que pode existir é você ajudar o outro de coração puro, é amar de verdade, é sentir a Essência do outro.

Palavras. Teorias. Vontades. Desejos. Buscar por mudanças. Esquecer um amor, deixar um amor, Tentar um novo amor.

Na teoria tudo é fácil sim, mas na hora da prática as pessoas duvidam, se perdem, ou percebem que não é tão fácil quanto parece ser. Ponderam, refletem, observam.

Tudo tem seu preço. Se você faz paga, se não faz, também paga. Cabe a você decidir qual o caminho que deve seguir. Cabe a você se deseja crescer realmente como pessoa ou se prefere continuar na comodidade da sua mente, do seu Universo Interno.
 

domingo, 29 de novembro de 2009

Apenas pense....





A fábula do porco-espinho

"Durante a era glacial, muitos animais morriam por causa do frio.
Os porcos-espinhos, percebendo a situação, resolveram se juntar em grupos, assim se agasalhavam e se protegiam mutuamente; mas, os espinhos de cada um feriam os companheiros mais próximos, justamente os que ofereciam maior calor.

Por isso decidiram afastar-se uns dos outros e voltaram a morrer congelados.
Precisavam então fazer uma escolha: ou desapareceriam da Terra ou aceitavam os espinhos dos companheiros.

Com sabedoria, decidiram voltar a ficar juntos.

Aprenderam assim a conviver com as pequenas feridas que a relação com uma pessoa muito próxima podia causar, já que o mais importante era o calor do outro.
E assim sobreviveram!"

terça-feira, 3 de novembro de 2009

O futuro começa hoje!

É engraçado como a maioria das pessoas, até mesmo eu, tem dificuldade para fazer relação entre o futuro e o presente. Já reparou como é comum desejarmos algo para daqui um, dois ou três anos, mas não fazermos nada agora para conseguir o que queremos?

Por exemplo, há gente que deseja conquistar um cargo de liderança na empresa, mas nunca participou de um treinamento sobre gestão estratégica, de pessoas, etc. Outro exemplo típico é querer emagrecer no verão, mas continuar comendo muito no inverno e não fazer exercícios. Enfim, se você analisar, certamente encontrará algo em sua vida que deseja muito para o futuro, porém não tem feito nada para conseguir no presente. 

Isso parece tão claro, mas na prática temos dificuldade para entender que tudo o que fizermos agora está diretamente relacionado ao nosso futuro. A maneira como administramos nosso tempo, prioridades e urgências, como nos autodesenvolvemos, nos planejamos e o que efetivamente fazemos é que definirá como seremos no futuro. Existe um texto do Ralph Marston, sábio guru, que trata desse assunto. Em um trecho, ele diz o seguinte: “Viva cada momento como se alguém estivesse o observando, porque alguém está realmente olhando – alguém que pode causar sua desgraça e ruína ou realizar seus maiores sonhos. Viva de forma que a pessoa que você se tornará possa olhar para trás com gratidão e admiração pelo que ela é”.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Fazer amor

Fazer amor vai muito além do contato físico, não se restringe ao estímulo de sensações. Também não é impressionar o outro com suas “qualidades” na intimidade.
Muitos, banalizam o ato sagrado, e o transformam em profano. Outros, não têm idéia do real significado da palavra.

Decepções? Posses? Frustrações?

O grande equívoco das pessoas é criar expectativas acerca do outro.
Sentimento não se impõe, e menos ainda se exige, nem se espera. Ele acontece naturalmente, é involuntário, espontâneo.
E dentro da naturalidade, flui delicadamente cada momento: Intensamente, cada um sendo a si mesmo!

Fazer Amor é sentir a essência. É envolver com ternura, ser gentil em cada atitude, compreender os momentos difíceis do outro, é estar ao lado, mesmo que em silêncio.

Fazer Amor é às vezes ficar confuso diante de tanta intensidade, chegando a ponto de duvidar da existência do sentimento! E ao mesmo tempo, é ter a convicção de que só ele é que move o mundo, as pessoas, e a si mesmo!

Fazer Amor é estar ao lado da pessoa amada todo o tempo, e ainda assim, sentir saudades. 

Fazer Amor é mesmo estando longe, ter a certeza que seu coração pertence a alguém, e que o coração deste alguém, pertence a você. E mesmo assim, preservar a individualidade, respeitando os caminhos que se seguem.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Você quer ser feliz ou ter razão?

Você já reparou como facilmente somos gentis, inteligentes, simpáticos com pessoas estranhas e justamente na nossa casa? Com os nossos familiares costumamos muitas vezes nos mostrar muito mais fechados, irritados e carrancudos.

Já reparou como as pessoas do convívio diário tiram você do sério?

Claro que cada pessoa tem seu limite, tem suas razões e seus momentos de harmonia e desarmonia, mas a família é um teste. Você já se perguntou por quê?

Nos ensinamentos espirituais, aprendemos que normalmente a família é o berço do aprendizado e dos resgates kármicos porque nela se encontram nossos mais queridos amores e também nossos mais complicados desafetos, justamente porque é ali que nossas arestas são lapidadas. É na família que temos a liberdade de ser nós mesmos, sem máscaras, sem regras sociais, mas será que exatamente por conta dessa liberdade temos o direito de sermos desrespeitosos e mal educados? Será que porque temos que conviver com essas pessoas temos o direito de mostrarmos nossa contrariedade e mal humor?

Uma criança, supostamente, não escolhe de quem será filha, mas crescendo é naturalmente convidada a aprender e melhorar seu comportamento. Uma vez, ouvi um amigo dizer que quando crescemos podemos ou não abrir mão de uma herança maligna. O que significa que, tendo consciência, não devemos mais nos esconder atrás de comportamentos negativos de nossos pais e familiares. Podemos dizer não a algo que vem conosco de berço. Podemos mudar. E muitas vezes é esse o grande convite da nossa encarnação.

Felizmente, muitas histórias não precisam terminar em separação e ranger de dentes. Podemos construir amor em nossas vidas, podemos encontrar outras pessoas e criar um novo núcleo familiar, podemos viver da forma que desejarmos viver, porém, seja qual for o tipo de sua família, pode ter certeza que os desafios da convivência continuarão a bater em sua porta. Pode ser que você deseje morar sozinho para se proteger da intimidade complicada, mas se assim for, outros núcleos passarão a incomodar você. Quem não tem que conviver com pessoas diferentes no trabalho? Nos estudos? Ou até mesmo na academia?

A vida vai juntando as pessoas justamente porque precisamos da experiência de lidar com o outro e com os desafios que ele nos trás.

Os filhos também não vêm prontos. Quem já teve filhos, sabe muito bem que cada pessoa é um universo; crianças criadas numa mesma casa, com os mesmos pais podem ser completamente diferentes. E essas diferenças costumam se mostrar já quando são bebês. E isso é natural porque somos almas que vêm para este plano de existência com suas histórias e seus desafios. Porém, ninguém vem totalmente pronto. Todos nascemos para nos aprimorar.

Se você não está muito bem em sua casa pense no que pode ser feito para melhorar a convivência, já que nem sempre é possível sair e fechar a porta atrás de si. Será que ficar mais em silêncio não ajudaria? Será que sublimar certas provocações também não seria saudável?

Com certeza, em alguns momentos você pode ter razão e até sentir necessidade de afirmar seu ponto de vista, mas muitas vezes vale muito mais deixar as situações passarem e se dissolverem por si mesmas.
 

Maria Silvia Orlovas 

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Complemento

Gente, achei essas palavras do Guimarães Rosa que vai de encontro com o último POST abaixo.

“(…) o real não está na saída nem na chegada, ele se dispõe para gente é no meio da travessia. Mire e veja: o mais importante e bonito desse mundo é: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas – mas que estão sempre mudando. Afinam e desafinam. Verdade maior é o que a vida me ensinou”.